Levantamento do Instituto QualiBest mostra que 59% concordam que o dispositivo pode se deslocar dentro do útero e 40% associam a colocação e retirada do método à dor
Embora o DIU esteja entre os métodos contraceptivos conhecidos pelas mulheres, dúvidas e percepções sobre seu funcionamento e o procedimento ainda fazem parte da experiência de muitas delas. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest a pedido da DKT South America, com 317 mulheres entre 18 e 40 anos. Entre as afirmações apresentadas às entrevistadas, 59% concordaram ou concordaram totalmente que o DIU pode se deslocar dentro do útero, enquanto 40% concordaram ou concordaram totalmente que a colocação e a retirada do dispositivo são dolorosas.
Os resultados mostram como diferentes percepções podem fazer parte da forma como as mulheres avaliam o método. A pesquisa também identificou que 26% das entrevistadas concordam ou concordam totalmente com a afirmação “eu não sei bem como funciona o DIU”, indicando que, apesar de o método ser conhecido, ainda existem dúvidas sobre seu funcionamento.
Para a Dra. Larissa Cassiano, médica ginecologista da DKT South America, os dados reforçam a necessidade de que as dúvidas sejam discutidas individualmente durante a consulta. “Quando uma mulher chega ao consultório com dúvidas sobre o DIU, é importante entender de onde vêm essas percepções e esclarecer cada questão de acordo com a realidade daquela paciente. O procedimento, por exemplo, pode envolver diferentes experiências, e o profissional pode explicar o que acontece em cada etapa, quais cuidados são necessários e o que pode ser esperado. Informação de qualidade ajuda a mulher a avaliar o método com mais segurança e a partir da sua própria realidade”, afirma.
A associação entre o DIU e possíveis prejuízos à fertilidade, por outro lado, aparece com menor frequência entre as entrevistadas. 11% concordaram ou concordaram totalmente com a afirmação de que o DIU pode prejudicar a fertilidade, enquanto uma parcela maior discordou dessa afirmação.
A diferença entre os resultados mostra que as percepções sobre o DIU não são uniformes. Enquanto questões relacionadas ao possível deslocamento do dispositivo e ao procedimento apresentam maior nível de concordância, a associação entre o método e prejuízos à fertilidade aparece entre os itens com menor concordância na pesquisa.
Outro aspecto relevante é a influência dos relatos compartilhados entre mulheres. Entre as entrevistadas que já ouviram experiências sobre o DIU de cobre, 65% afirmam ter recebido relatos positivos e negativos, enquanto 26% dizem ter ouvido sempre relatos positivos e 9%, predominantemente negativos.
Para Larissa, essas experiências podem contribuir para a formação de expectativas sobre o método, mas precisam ser contextualizadas. “Conversas entre amigas, familiares e outras mulheres são importantes e fazem parte da troca de experiências, mas cada paciente tem uma história, um organismo e necessidades diferentes. Por isso, uma experiência vivida por outra pessoa não deve ser usada como parâmetro único para decidir sobre um método contraceptivo. A consulta é justamente o espaço para separar dúvidas individuais de informações gerais e entender o que se aplica a cada caso”, explica.
A pesquisa mostra ainda que o conhecimento sobre o DIU de cobre não necessariamente se traduz em consideração pelo método. Embora 72% das entrevistadas afirmem conhecer o DIU de cobre/prata, apenas 21% dizem que considerariam utilizar ou usariam novamente a opção.
“A contracepção envolve uma decisão muito individual. Não é necessário que todas as mulheres tenham a mesma percepção ou preferência em relação a um método. O mais importante é que elas conheçam as alternativas, tenham espaço para esclarecer suas dúvidas e possam decidir de maneira consciente, considerando seus objetivos reprodutivos, histórico de saúde e preferências”, finaliza a ginecologista.
Os resultados reforçam, assim, a importância de informação qualificada e decisão individualizada na escolha de um método contraceptivo. Ao compreender melhor as diferentes opções disponíveis e esclarecer dúvidas com profissionais de saúde, as mulheres podem ampliar seu repertório e exercer com mais autonomia a liberdade de escolha sobre sua saúde reprodutiva.
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Sobre a DKT South America
A DKT South America atua de forma efetiva para conscientizar a população sobre a importância do uso de métodos contraceptivos, na Prevenção de ISTs e HIV/AIDS e Gravidezes Indesejadas. Atuando no Brasil e demais países da América do Sul, a empresa é líder em Planejamento Familiar e acredita que todas as crianças devem ser desejadas, para isso casais devem ter acesso e liberdade de escolha entre os métodos contraceptivos. Ao longo do mundo, a DKT está presente em mais de 100 países levando o planejamento familiar para regiões vulneráveis e distantes. Para saber mais, acesse o site e conheça também as demais plataformas de DKT: DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.